segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Overworking

Vejo notícias como a da Redatora do Y&R Grupo Indonésia, ou do publicitário da Ogilvy PR em Pequim, casos que tiveram repercussão mundial. Ou ainda, sem ir muito longe, logo ali, no Brasil, casos de trabalho análago escravo em facções de costura nas favelas, trabalhadores que morreram na construção da Arena Amazônia, e penso: é uma questão de valor, de tempo, ou de vida?

O segredo é o valor que damos às coisas, penso eu.

Que valor voce da às suas horas de sono, ao passeio no parque, ao tempo em que dedica para fazer uma comidinha para a namorada, e ao seu trabalho, aos seus estudos?
Bom, ai também entra a questão tempo. Qual o valor que voce da ao seu tempo?
Se parássemos para pensar que todos nós um dia vamos morrer, poderiamos resignificar o valor do tempo e em consequencia, o valor as coisas que fazemos com estes minutos, horas, dias que temos.

Essa e uma questão que cabe não so a postura que precisamos ter com nós mesmos, mas também com quem nos relacionamos, com quem trabalhamos.

Tempo é dinheiro, aqui nessa democracia. Mas dinheiro não é vida.

domingo, 24 de novembro de 2013

Meu corpo, meu manuscrito

Engordei uns 5 quilos nos ultimos meses.
Pra mim, que sempre fui 'magra' isso significa bastante. O jeans preferido simplemente nao fechou, numa manha de despertador atrasado.
Fiz amor, coloquei uma roupa sensual, lavei meu cabelo e passei rimel e corretivo, mas nao adiantou.
Ate que eu resolvi baixar o espelho um pouco mais e encarar minhas celulites. Ai sim, eu me percebi de verdade. Apos o banho, sem cremes e oleos, sem base e po, nem condicionador.....ali sim, eu me vi.

Sim, eu tenho uma historia. De pouco mais de 26 anos.
Minhas celulites, quase uma colcha de croche da minha avo, deflagram a minha idade, que esta otima! Estou aproveitando a vida como nunca. Sem tantos medos ou experimentos, eu ja entendi o que e isso tudo ao meu redor (o meu mundo e o que ele espera de mim), ja amei intensamente e perdi, ja estudei e reprovei, ja viajei e voltei pro colo da mae, ouvi as experiencias dos meus irmaos e contei as minhas e nos aprendemos com a mistura disso tudo, ja comi e bebi, ganhei TANTOS amigos, ouvi muito os mais velhos e aqueles me amam.... O meu corpo acabou se tornando o meu manuscrito. As cicatrizes mostram que eu ja cai, chorei com mertiolate e levantei, as gordurinhas a mais dao forma ao que ja comi e as vezes em que perdi a fome por conta do emocional abalado, minhas olheiras colorem as noites que passei com meus fantasmas, as espinhas nas costas que eu ainda preciso aprender a me alimentar rsrs....
Nao quero ver revista Nova nem malhar na academia pelo corpo da panicat, porque sou mulher de verdade. Daquelas que lava roupa no tanque, que acorda com o cabelo desgrenhado e que chora quando chega a TPM.
A pessoa que me ama hoje contribuiu muito para que eu me sentisse assim e por isso o amo ainda mais.

So peco que a natureza (divina ou nao) me deixe viver mais um pouquinho e tecer minha colcha ou escrever meu manuscrito um pouquinho mais, tem tanto ainda por viver, por vir, por envelhecer e aprender. Pode mandar!



Ra!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Abri os olhos e voltei

E quando você pensa que nao tem espaco pra mais nada nesse mundo, lembro do universo e da sua infinitude. La, vou buscar a esperança que não se acha mais na Terra. 
Abro os olhos e estou de volta. 
Tomo um banho e estou nova.



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Chaves, para decoração.

O publicitário Giba Mendes, esse fofo, criou estes quadros pra alegrar a nossa casa e nao esquecer mais dele, El Chavo.










sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Recomeçar

Recomeçar



Eu vejo a vida como uma dança, linda e com um ritmo próprio para cada um.
Dois passos pra cá. Não, ta errado.
Um passo pra cá e dois pra lá. Entendi, mas quero de outro jeito.
Rodopia, salta e pliê. É, algo do tipo.
Vamos dançar num salão, numa pista de dança, num teatro, fora da cidade.
Fecho meus olhos e vejo que ainda posso dançar ainda melhor, com ainda mais liberdade. Abro meus olhos e vejo que a coreografia apenas começou, mas está uma delícia.
Alguém te pega pela cintura, e você se entrega. É como se apertassem um botão que te desprende. Pernas pra cá. Cabelo pra lá. Olhos nos olhos. Me guia, tango.
Você também pode dizer tudo o que está entalado na garganta, mover-se de acordo com a indignação que representa. Nessa dança nem todos se profissionalizam.
E quando um amigo, do peito, toca uma moda de viola, que acalma tua alma e traz toda a nostalgia do sertão?
Acompanho a composição que as cordas fazem com os olhos, e mergulho naquela cançao. Sorrio suave e me compadeço da dor e solidão daquele sertanejo.  Danço que nem percebo.
Mas o que me faz tirar os pés do chão, como se me envolvesse numa doce música erudita. Cheia de emoções adversas e intensas, bom isso só o amor consegue.
Cada novo ritmo, um recomeço. 

Em qual coreografia você está agora?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...